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O que é isto?
Balaio Literário
 

SOLITUDE

A jornada precisava ser empreendida.

E sentiu no mais profundo do seu ser que não havia  possibilidades de volta.

Porque adiar a partida?

Não tinha nada nas mãos, nenhum cajado, nenhum candeeiro.

Só, à frente, a escuridão.

Hesitou por um instante, sentiu o medo querendo crescer lá dentro.

Foi quando um cristal de lágrima, qual orvalho regando pétala de flor,  brotou do mais íntimo do seu ser.

Foi sua única fonte luz.

E bastou.

 



 Escrito por José de Castro às 11h51 [] [envie esta mensagem]



MEDITAÇÕES PARA O CINCO

Cinco olfatos para perceber a essência e o perfume da alma.

Cinco paladares para degustar o pão do espírito com calma.

Cinco tatos para mapear a escuridão de vidas passadas, cumprir o carma.

Cinco audições para captar a  canção universal que a violência desarma.

Cinco visões para despertar o olho interno, a contemplação espiritual, aurir o dharma.

 

Cinco são os dedos de cada mão jorrando luz sem igual. 

Cinco são os dons de ser canal para fluir o amor incondicional.

Cinco são os talentos para mergulhar na fonte atemporal.

Cinco são as pontas da estrela refulgindo o brilho eternal.

Cinco são os princípios do Reiki, energia da sabedoria universal:

 

Hoje afasto de mim a preocupação.

Hoje não dou espaço para a raiva e sua exaltação.

Hoje reconheço a importância dos meus pais, dos meus mestres e da sabedoria de todo o ancião.

Hoje trabalho com honestidade e dedicação.

Hoje tenho gratitude, respeito e amor por tudo e por todos os seres em meu coração.

 Escrito por José de Castro às 10h22 [] [envie esta mensagem]



MEDITAÇÕES PARA O NOVE

Nove pássaros em nove gaiolas de nove grades etéreas

Nove forasteiros em nove portões imaginários

Nove livros sagrados, fechados e lacrados

Nove prisões no corpo físico,

Nove encarnações, nove lições de aprendizagem

Nove buscadores em nove caminhos

Nove fontes ocultas por trás do véu da mente

Nove jardins escondidos no centro de nove florestas

Nove flores e nove frutos escondidos na carapaça da semente

 

Nove consultas de tarô

Nove olhares pelas runas

Nove mapas astrológicos

Nove danças sagradas

Nove leituras de mão

Nove sessões de shiatsu

Nove e outras nove terapias de cura natural

Nove equilíbrios de chakras, com nove meditaçôes

Nove vezes nove tentativas de sintonia universal

 

Nove gotas de orvalho de prata

Nove lágrimas de luz de cristal

Nove abraços de ouro

Nove lembranças de rubi

Nove lábios de silêncio de esmeralda

Nove palavras caladas de diamante

Nove tesouros guardados no infinito

Nove véus  desvelados 

Nove incensos queimando em sagrado rito.

 

Nove esquecimentos da persona

Nove lembranças de si mesmo

Nove percepções do caminho

Nove abandonos de apego ao passado

Nove libertações do condicionamento

Nove quebras da ilusão do adiamento

Nove sessões de arrependimento e perdão

Nove brasas acesas na consciência

Nove esperanças de reencontro no coração

 

Nove mudras e nove mahamudras

Nove gozos mundanos e nove êxtases universais

Nove templos etéricos de luz sem igual

Nove orações de luz, amor, paz, cura e sabedoria

Nove ritos de anulação espaço-temporal

Nove metáforas e nove parábolas

Nove sóis de oportunidades no horizonte

iluminando o homem cego,

anulando inteiramente o ego na mais pura fonte.

 



 Escrito por José de Castro às 09h31 [] [envie esta mensagem]



MEDITAÇÕES SOBRE O NÚMERO DOIS

O dois

é o antes e o depois.

 

O dois é o resultado

de um barulho

em silêncio calado.

 

O dois é movimento

pendular e binário,

o sim e o não,

o equilíbrio

entre a parte e o seu contrário.

 

O dois é o ying e o yang,

dois irmãos diferenhtes

do mesmo sangue.

 

O dois é a mãe e o filho,

é a espiga e também o milho.

 

O dois é o par e o ímpar,

a cara e a coroa,

um jogo de azar ou sorte

buscando decifrar

o enigma vida-morte.

 

O dois é um par de alianças

casando amor e ódio.

 

É a soma da luz com a escuridão,

é a andança da consciência

desbravando a ilusão.

 

O dois é o céu e o inferno,

o limitado e o eterno.

 

Esquerda? Direita?

Certo? Errado?

Doce ou salgado?

Dois corações unidos?

Dois caminhos cruzados?

 

Masculino e feminino,

esposa e marido,

mulher e amante,

ouro, prata,

rubi ou diamante.

 

O dois é a dualidade,

o estreito limite

entre a mentira e a verdade.

 

Velho ou menino?

O dois são as duas margens

de um único rio

desaguando no mesmo destino.

 

 



 Escrito por José de Castro às 16h47 [] [envie esta mensagem]



MEDITAÇÕES PARA SER UM

O um é a unidade de tudo com o todo.

Você, eu e Deus, somos um. 

 

O um é o som universal do AUM,

ecoando e preenchendo cada vazio, um por um.

 

O um é um sozinho que não está só.

Um é solitude em comunhão com o silêncio da voz interior.

 

O um é a união de todos os fragmentos

de todos os estilhaços da mente e do pensamento.

 

O um é um pastor calmo, lá dentro do coração,

apascentando multidões de fantasmas do porão.

 

O um é o pai,

é o filho

e é também o espírito do homem.

O um é esse mistério de três que se fizeram um.

 

O um é um poema de um só verso,

dizendo, numa única, palavra todo o mistério do universo.

 



 Escrito por José de Castro às 09h26 [] [envie esta mensagem]



MEDITAÇÕES PARA O ZERO

Zero,

para que te quero

se vales nada?

 

Zero,

te reverencio, te venero

e fico mudo.

 

Nessa vida,

ter o nada,

significa ser o tudo.



 Escrito por José de Castro às 09h00 [] [envie esta mensagem]



MEDITAÇÕES PARA OS DIAS OITO

O oito

rima com bolacha

sob a forma de biscoito,

e rima com sexo

na hora do coito.

 

Oito são os amassos

e os abraços grudentos

da namorada do polvo.

 

Oito é o mistério

e a surpresa do novo:

o oito é bem etéreo.

 

O oito é um zero bonito,

é o nada absoluto

equilibrando na cabeça outro zero:

o vazio amplo do infinito.

 

O oito é o perfeito movimento

que une a mente ao coração

no sagrado ritual do casamento.

 

Oito são os caminhos do místico:

é a soma de dois quarto-caminhos

jornadeando para o ápice crístico.

 

O número oito

é o símbolo do silêncio

do teu grito interior afoito.

 

O oito é esse grito agudo da verdade,

oco por dentro

e pleno de eternidade.

 

O oito é mágico, faz de tudo:

até o papagaio

lá dentro da mente,

de repente,

fica mudo. 

 Escrito por José de Castro às 08h55 [] [envie esta mensagem]



MEDITAÇÕES PARA OS DIAS SETE

Sete são os pecados capitais,

sete gritos de prazer no orgasmo,

sete paixões e sete amores fatais.

 

Sete são as cores do arco-íris,

sete sabores de lágrimas de sete namoradas,

sete despedidas antes de sete devires.

 

Sete são as maravilhas mundo afora,

sete dias da semana,

sete bem-aventuranças, sete chances no aqui/agora. 

 

Sete são as léguas da bota do Gato de Botas,

sete distâncias entre sete indiferenças,

sete desejos, sete destinos, sete são as rotas.

 

Sete bruxas e sete Brancas de Neve, 

sete fadas, sete gnomos, sete duendes e sete anões,

sete mistérios, sete encantos e sete magias leves.

 

Sete são os beijos ardentes,

sete os abraços fraternos,

e sete são as estrelas cadentes.

 

Sete são os pedidos sagrados,

sete orações a sete santos

em sete altares de perfume ornamentados.

 

Setenta vezes sete chances de perdão,

sete são as rosas sobre a cruz,

e sete os espinhos ferindo por dentro o coração.

 

Sete são as notas musicais,

sete anjos, sete devas, sete arcanjos,

e sete hostes de cantos celestiais.

 

Sete são os candeeiros nas mãos do eremita,

sete são os lampejos da luz ,

sete vezes sete cores de compaixão infinita.

 

Sete solitudes, sete silêncios, sete Budas,

sete meditações, sete espadas, sete flechas,

sete estrelas, sete sóis, sete mestres de ajuda.

 

Sete verões, sete outonos, sete invernos e sete primaveras,

sete idas e vindas, sete vidas, sete raios,

sete mundos, sete céus, sete encontros e sete esperas. 

 



 Escrito por José de Castro às 21h52 [] [envie esta mensagem]




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