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O que é isto?
Balaio Literário
 

DIA DO PROFESSOR

 

Os professores, em geral, deveriam ser mais valorizados do que o são. Principalmente o professor da Educação Básica, cujo salário ainda é muito defasado em relação àquele que é pago a um professor do Ensino Superior. O desnível é gritante. Fora do chamado 3º grau, o professor tem que se virar entre várias escolas para assegurar um salário mais ou menos, que lhe garanta apenas a relativa sobrevivência. Aí o desgaste fica desproporcional aos ganhos obtidos. Tanto é assim que no livro “Quem brinca em serviço” (que publiquei pelas edições Sebo Vermelho – Natal/RN, 2003) ironizo essa situação definindo Plano de Carreira como sendo “aquele plano que o professor faz para correr entre as várias escolas em que leciona”. É a pura verdade. Daí surge o professor taxista, que sai apressado daqui para lá e de lá para cá, e ainda leva uma montanha de trabalhos e de diários de classe  para atualizar em casa. E não tem um salário que lhe possibilite adquirir livros, nem ter um computador e acessar a Internet e, muito menos, ter um carro próprio para se deslocar.

Toda a categoria continua em compasso de espera, aguardando a aprovação do Fundo Nacional de Valorização da Educação Básica – FUNDEB, em substituição ao atual FUNDEF. O FUNDEB promete incluir a Educação Infantil e o Ensino Médio, hoje fora dos financiamentos do FUNDEF, que alcança apenas o Ensino Fundamental. É interessante relembrar que o FUNDEB foi uma das promessas de campanha do PT. Pelo governo Lula já passou mais de um ministro da Educação e, nada.

Contudo, é necessário que, para além das políticas nacionais de financiamento da educação, exista nos âmbitos estadual e municipal uma valorização real dessa profissão, através de Planos de Carreira, Cargos e Salários que assegurem o devido respeito aos mestres. Mas, infelizmente, o que se vê é o completo descaso com os salários e o total desestímulo a uma continuidade nos estudos. Praticamente tanto faz que um professor da Educação Básica seja graduado, tenha mestrado ou doutorado. Isso afasta esse segmento de professores de uma carreira acadêmica, tira-lhes por completo o apetite pela continuidade dos estudos. E aí vem uma enxurrada de cursos segmentados de 40 horas, em nome de atualização, de pouco valor para a vida desse sofrido profissional, que às vezes até lhe expropriam o repouso do final de semana.  

Na verdade, em seu dia, o professor não tem muita coisa para comemorar, exceto a satisfação de saber que, mesmo com o descaso das políticas públicas para com o ensino, a educação resiste e prossegue no seu labor de formar o homem e o cidadão do amanhã. Aos trancos e barrancos, com muito sacrifício pessoal da categoria. Apesar de tudo.



 Escrito por José de Castro às 09h49 [] [envie esta mensagem]



APAIXONADO

 

Mil caminhos eu percorro,

mil atalhos eu invento,

mil demoras eu afasto,

mil encontros eu almejo.

 

Tudo isso apenas pra te abraçar.

 

E depois, colher dos teus lábios

um beijo gostoso, macio,

molhado e singular.

 



 Escrito por José de Castro às 13h28 [] [envie esta mensagem]



AUTO-APRENDIZAGEM POÉTICA

A despeito de tudo
continuo do mesmo jeito
o chão abriu-se a meus pés descalços
caí na armadilha como Alice em seu precipício mágico
sabendo que todo final é a ponta de um novo início

A despeito de tudo
tenho sobrevivido às tempestades
mantido a dignidade das aparências
enquanto a alma se esfarrapa em manchadas tiras
este coração se tritura em sustos e frituras
correndo à risca o que o destino dita
ou o que indica as cartas de tarot

Aprender é uma questão de acreditar-se vivo
ser barro ou cobre nos dedos artesanais dos minutos
com toda a dignidade de um pintassilgo
que mesmo preso no visgo
canta seu código ao mundo
desacreditando-se de gaiola e viveiros

É a vida, camarada,
bate o anjo suas leves mãos em meus ombros cansados
sopra-me palavras nos ouvidos
atira-me estrelas nos olhos
estar atento aos indícios
às configurações dos farelos sobre a mesa
sei das bulas e regulamentos
conheço os perigos e corro os riscos
peixe no anzol, mas dentro d’água ainda
feliz por nadar tão rápido em direção contrária

Em tudo se aprende
não há como se livrar das limalhas sendo um potente ímã
juntam-se folhas e poemas, fungos e rascunhos
uma frase de Ferlinghetti, a imitação de Renoir na parede
esta rede de fios eternos
onde me deito para morrer e renascer a cada noite
de cada dia
 

Guido Heleno

 



 Escrito por José de Castro às 22h25 [] [envie esta mensagem]



BALAIO   LITERÁRIO

NO BLOCOS ON LINE

 

A partir de hoje, Balaio Literário já se encontra referenciado nos LINKS do “Blocos On Line”, que é um Portal de Literatura e Cultura  editado pela Leila Míccolis e outros feras da literatura.

É um espaço que vale a pena ser visitado, com mais de 2.700 autores de poesia cadastrados e mais de 8.500 poesias registradas, disponíveis à leitura.

Na Letra J vocês vão me encontrar, com dois poemas, também publicados no Balaio Literário (Deixe o dia fluir e Primaveril).

Vão encontrar também os poemas da minha amiga Jânia Souza, da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte.

Na letra G, poderão acessar os poemas do meu amigo Guido Heleno, do qual publico AUTO-APRENDIZAGEM POÉTICA.

E muitos e muitos outros. Confiram.

www.blocosonline.com.br 

 



 Escrito por José de Castro às 22h23 [] [envie esta mensagem]



LAMPARINA

 

A LUZ DA POESIA

ILUMINA

O CORAÇÃO.



 Escrito por José de Castro às 09h07 [] [envie esta mensagem]



DESARMAMENTO

A VIOLÊNCIA

É UM BICHO ESTÚPIDO

QUE VAI ROENDO POR DENTRO

O CORAÇÃO

COM OS DENTES DA INTOLERÂNCIA,

E SE ESPALHA

PELO SOLO DA MISÉRIA HUMANA

TRAZENDO A DISCÓRDIA

E A VONTADE DE ESTAR SEMPRE POR CIMA.

NÃO EXISTE UMA VIOLÊNCIA MELHOR QUE A OUTRA.

NEM AQUELA QUE, EM NOME DA PAZ,

INVADE TERRITÓRIOS E ANIQUILA POVOS.

A VIOLÊNCIA CAVALGA O MUNDO EM SEU ALAZÃO

DE ARROGÂNCIA, PRESUNÇÃO E DOMÍNIO.

A MELHOR ARMA PARA COMBATÊ-LA

É O PLANTIO DA COMPREENSÃO E A EXPANSÃO

DA CONSCIÊNCIA PARA ALÉM DAS TRAGÉDIAS

HUMANAS.

A VIOLÊNCIA É APENAS UMA DAS LIÇÕES

AMARGAS QUE A VIDA NOS TRAZ.

A SABEDORIA CONSISTE EM APRENDER A

LIDAR COM ELA, NUMA PERSPECTIVA

DE FIRMEZA,

ATRAVÉS DA LUZ DO CORAÇÃO,

QUE É O AMOR A TODO O SER VIVENTE NO UNIVERSO,

INDEPENDENTE DE COR, RAÇA, CREDO OU OPINIÃO.  

 



 Escrito por José de Castro às 17h27 [] [envie esta mensagem]



FESTANÇA

 

Hoje é dia de comilança?

É dia de encher a pança,

de fazer lambança,

de distribuir confeitos,

brinquedos e lembranças?

Tudo isso e muito mais,

pois hoje é o

DIA DA CRIANÇA.

Entre na dança

e faça uma festança.

Acima de tudo,

semeie a PAZ,

o AMOR à vida

e a ESPERANÇA.

 

(se for adulto,

desperte por dentro

a alegria de ser

eterna criança).

 

 

 



 Escrito por José de Castro às 10h35 [] [envie esta mensagem]



LITERATURA:

A POESIA DE

MARIZE CASTRO

 

            Hoje foi o lançamento do novo livro da poetisa Marize Castro, “Esperado Ouro”, depois de quase 10 anos sem publicar.

            Marize Castro teve o “ Marrons crepons e marfins” contemplado em 1984 com o prêmio de Poesia da Fundação José Augusto. Publicou também “Rito” (1994) e “Poço festim e mosaico” (1996).

            Mesmo com esses intervalos sem publicar, nunca deixou de escrever.

            No poema “Aprendiz”, desse seu último “Esperado Ouro” lê-se:

 

            “Nos templos revisitados, olhos andróginos abrem-se

            falam-me de uma ternura próxima de Deus. Magias deslizam

            teço e ascendo

            Salva-me uma multidão de teias.” 

 

            Balaio Literário já publicou uma pequena mostra de quase todos os livros dessa escritora potiguar, que já é verbete no Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras. Marize Castro também já publicou no International Poetry Review, ao lado de autores como Mário Quintana e Murilo Mendes. 

            Eu não pude ir ao lançamento do livro, mas vou adquiri-lo e ir buscar o autógrafo da Marize, que mora aqui perto de casa em Ponta Negra, Natal/RN.

            Aí vou falar um pouco mais do seu trabalho no espaço do Balaio. Aguardem.



 Escrito por José de Castro às 20h38 [] [envie esta mensagem]



PARADOXAIS

 

  • Teve coragem o suficiente para admitir o próprio medo.
  • Foi sábio o bastante para descobrir a sua enorme ignorância.
  • O burro provou ser mais inteligente que o próprio dono.
  • A planta carnívora inscreveu-se numa dieta vegetariana.
  • Aprendeu a ouvir o silêncio e percebeu-o mais eloqüente que a maioria das palavras.
  • A prática regular do jejum alimentou-o com mais saúde e disposição para a vida. 
  • O porte de arma, na maioria das vezes, é muito mais perigoso que a sua ausência. 
  • Antes do desarmamento físico, há que se ter outro que vem de dentro, bem mais importante.

 

Para concluir, uma frase de Millôr Fernandes:

 

O dinheiro não é tudo. Tudo é a falta de dinheiro...”



 Escrito por José de Castro às 12h16 [] [envie esta mensagem]



O trem da nova era

 

Afasta de nós essa dor

que sangra de inflação e greve.

Seja breve o caminho

de reencontrar o caminho certo,

o rumo e o destino leve

desse trem-de-ferro, alma da gente

entoando o estribilho da canção singela,

peito aberto à estação da nova era.

Que a alegria viaje em cada vagão.

E o resfolegar no trilho

seja o brilho da alma e a luz do coração.

 



 Escrito por José de Castro às 13h07 [] [envie esta mensagem]




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