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ACEITAÇÃO
É mais fácil pousar o ouvido nas nuvens
e sentir passar as estrelas
do que prendê-lo à terra e alcançar o rumo dos teus passos.
É mais fácil, também, debruçar os olhos no oceano
e assistir, lá no fundo, ao nascimento mudo das formas,
que desejar que apareças, criando com teu simples gesto
o sinal de uma eterna esperança.
Não me interessam mais nem as estrelas, nem as formas do mar,
nem tu.
Desenrolei de dentro do tempo a minha canção:
não tenho inveja às cigarras: também vou morrer de cantar.
(Cecília Meireles, in Poesia, por Darcy Damasceno, Nossos Clássicos. Rio de Janeiro: Agir, 1982.)
Escrito por José de Castro às 23h30
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INCENTIVO À LEITURA:
COMENTÁRIO DA MARIA FORESTI
Acredito piamente que faz mudança no interesse pela leitura a constância com que os pais não só lêem, como a mãe ou pai tem paciência e um pouco de arte dramática para ler estórias para seus pimpolhos.
Concordo, portanto, plenamente com a Mary Lou. Ainda considero os melhores contos infantis aqueles dos Irmãos Grimm, como Chapeuzinho Vermelho, João e Maria, Cinderela, Branca de Neve, todos com o bem e o mal bem definidos. Embora já tenha lido muitas críticas, considero que deve existir algo psicologicamente correto, pois são estórias que o mundo gira e elas permanecem. Eu os li todos de uma coleção antiquíssima da Melhoramentos, quando tinha 7 anos, ao ser alfabetizada. Minha nona, sentada em uma cadeira baixa ouvia atentamente a minha leitura, enquanto fazia tricô. Eu os conservei por muitos anos, até distribuí-los pelo Estado de São Paulo aos melhores alunos de minhas classes do primário.
Acho ainda que uma outra coisa leva a criança a ler sem ser cobrada: POESIA com boas rimas e bem cadenciadas, com desenhos coloridos, como o livro infantil do autor desse blog, José de Castro (A Marreca de Rebeca e outros poemas, da Paulus Editora) . Ainda não tenho a avaliação do mesmo, pois não tenho visto Pedrinho e Manu, para os quais adquiri um exemplar autografado. Mas assim que os encontrar saberei.
É essa a minha opinião sobre o incentivo à leitura.
(Maria Foresti, leitora apaixonada e educadora)
Escrito por José de Castro às 13h12
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INCENTIVO À LEITURA
Prossegue o debate sobre as estratégias para se aprimorar o gosto pela leitura, com vários leitores enviando seus comentários.
Pode-se observar que existe muita coisa a ser feita.
Percebo que uma das maiores contribuições - e os comentários enviados confirmam - É O EXEMPLO que os pais podem dar.
Pais leitores têm maiores chances de terem filhos leitores, pois a pedagogia do exemplo é muito forte.
O debate continua em aberto. Dê a sua contribuição.
Escrito por José de Castro às 10h52
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INCENTIVO À LEITURA:
COMENTÁRIO DA MARY LOU
“Li sua matéria no blog e acho que você tem razão sobre TV e computador disputando o horário livre das crianças. No entanto, acho que há algumas maneiras para fazer com que elas leiam. Vejo nos filmes americanos os pais lendo para os filhos antes de as crianças irem dormir. Fazem isso como um ritual. E as crianças cobram dos pais essa leitura pré-sono!
Lembro que minha mãe também criou este ritual para nós. Apesar de trabalhar fora, ela lia livros interessantes para mim e minha irmã todas as noites. Depois que a gente cria o hábito, vem a vontade de ler sozinha, de não perder uma linha ou uma palavrinha sequer...
Claro que os pais também devem dar o exemplo quanto à leitura. Se os filhos não vêem os pais lendo, nem os pais dos coleguinhas, não vêem a necessidade da leitura, nem os prazeres que dela advém.
Não é possível criar o hábito da leitura assim do nada. É preciso um esforço dos pais para que as crianças descubram como é bom ler.”
(Mary Lou, que lê até bula de remédio quando não tem um livro a mão!)
Escrito por José de Castro às 10h39
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INCENTIVO À LEITURA
A questão do gosto pela leitura é algo que preocupa a muitos pais e a um número considerável de professores.
Ainda hoje, a dentista do meu filho Rodrigo veio me perguntar o que ela deveria fazer para que a filha dela passasse a ser amiga dos livros.
A situação é um pouco mais complexa quando se considera que as crianças e os jovens passam longas horas diante da televisão e, atualmente, ficam muito mais tempo ainda no computador. Os jogos em rede pela Internet têm apelos muito fortes para as crianças e para os jovens, pela qualidade dos cenários, dos efeitos visuais e sonoros, pelos desafios apresentados nas diversas aventuras, pela riqueza e versatilidade dos personagens e também pelas oportunidades de interação que propiciam entre os jogadores.
Cada vez mais, parece-me, o livro terá concorrentes tanto na televisão quanto no mundo dos computadores disputando o tempo livre das crianças e dos jovens.
Apesar de tudo, o livro vem resistindo bravamente a todos essas mídias contemporâneas e pode-se observar mesmo picos extraordinários de leitura de determinadas obras pelo mundo afora.
No gabinete da dentista do meu filho, no dia de hoje, tinha uma menina dos seus 12 anos “devorando” as páginas de uma das aventuras do Harry Potter. E já vi muita gente ansiosa perguntando quando é que o próximo livro desse personagem vai estar disponível para leitura.
Mas o autor nacional também faz sucesso, como é o caso do Menino Maluquinho do Ziraldo. E toda a saga do Sítio do Pica-pau Amarelo, do Monteiro Lobato. Felizmente a literatura infanto-juvenil brasileira conta hoje com muitos autores de talento, como é o caso de Ângela Lago, Léo Cunha, Elias José, Bartolomeu Campos de Queiroz, Sérgio Capparelli, Ruth Rocha, Lygia Bojunga Nunes, Ana Maria Machado, dentre outros.
E tivemos autores fecundos nessa área que já se foram, como Cecília Meireles, Sylvia Orthof e José Paulo Paes, para citar apenas três escritores que nos legaram obras de grande valor para crianças e adolescentes.
Contudo, o nosso país ainda não pode ser considerado como um país recordista em leituras e leitores. O livro ainda está muito distante da maioria das nossas crianças e até mesmo dos adultos. Sem contar o grande número de iletrados que ainda existem. E aqueles que não têm condições sócio-econômicas para adquirirem livros. Ou ainda a falta de uma política de editoração e de distribuição consistente no país. Dentre outras questões.
O lado positivo é que hoje a sociedade está um pouco mais preocupada com questões dessa natureza e tem havido uma série de movimentos na direção do incentivo à leitura, tanto nas escolas quanto nas famílias.
Com esses apontamentos preliminares estou querendo levantar uma pequena discussão em torno desse tema. Gostaria que você, leitor do Balaio Literário, mandasse a sua opinião a respeito das estratégias necessárias para se aumentar o número de crianças, adolescentes e jovens interessados nos livros e nas leituras.
O que está ao nosso alcance fazer para incentivar o gosto pela leitura junto às camadas mais jovens?
Escrito por José de Castro às 01h01
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INVENÇÕES MALUCAS
Inventou um programa detector de políticos corruptos para se acoplar às urnas eletrônicas. O TSE não teve coragem de implantá-lo. Ninguém sabe o porquê.
Inventou uma pílula para combater o esquecimento. Mas esqueceu-se de anotar a fórmula.
Inventou um carro movido a pensamento. Foi guilhotinado antes de comercializar o invento.
Inventou uma poesia sem rima e dedicou-a à sua prima.
CAUTELA GASTRONÔMICA
Quando for comer a sua próxima pizza, observe bem para ver se não tem nenhum político misturado ao recheio...
Escrito por José de Castro às 02h19
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O SEMPRE AMOR
Amor é a coisa mais alegre
amor é a coisa mais triste
amor é coisa que mais quero.
Por causa dele falo palavras como lanças.
Amor é a coisa mais alegre
amor é a coisa mais triste
amor é a coisa que mais quero.
Por causa dele podem entalhar-me,
sou de pedra sabão.
Alegre ou triste,
amor é coisa que mais quero.
(PRADO, Adélia. Poesia reunida. São Paulo: Siciliano, 1991)
Escrito por José de Castro às 16h59
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