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AGENDA LITERÁRIA
Depois da homenagem que recebi no Colégio Executivo, com direito a sarau e tudo, vou participar de uma tarde de autógrafos amanhã na livraria A.S.LIVROS (Natal/RN) junto com os alunos de alfabetização da escola RISQUE E RABISQUE. Será a primeira “colação de grau” dessas crianças, que já produzem poesia e fizeram várias releituras do livro “A Marreca de Rebeca”.
Prometo contar para vocês, em breve, mais essa experiência junto aos leitores/autores mirins. Aguardem.
Escrito por José de Castro às 22h17
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NOITE LITERÁRIA
EM CORDEL
Uma noite literária
No Colégio Executivo
Faz a festa da poesia
Declamada bem ao vivo
Pra mostrar que o poema
Da leitura é o incentivo.
A poesia sobe ao céu
Até parece um balão
Preenchendo o ambiente
Com a força da emoção
Cada verso é uma estrela
Que ilumina o coração.
O poeta iluminado
Traz em si muita magia
Com seus versos encantados
Enche o mundo de alegria
Cada verso é um tesouro
Construindo a utopia.
A poesia é um alicerce
Que dá base à nossa vida
Traz beleza e alegria
Nela a paz é construída.
Para o mundo ser melhor
Poesia tem que ser vivida.
Poemas são recitados
Na pureza da criança
A beleza da palavra
Canta, pula, rima e dança
Esta é uma grande festa
Para sempre na lembrança.
(José de Castro – 24-11-05)
Escrito por José de Castro às 00h47
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II NOITE LITERÁRIA DO EXECUTIVO
Hoje aconteceu a II NOITE LITERÁRIA do Colégio Executivo de Natal/RN, a qual fez uma homenagem a 4 autores: Sylvia Orthof, Câmara Cascudo, Júlio Verne e ao autor deste blog.
Foi uma noite bem bonita. As crianças representaram “A viagem de um barquinho” e “Que raio de história “, de Sylvia Orthof. Em linguagem teatral, apresentaram o conto “Couro de Piolho”, de Câmara Cascudo. E fizeram uma homenagem bem bonita ao grande Júlio Verne. E também encenaram, de maneira divertida, o poema “A Marreca de Rebeca”, de minha autoria.
Além disso, as crianças apresentaram um musical em linguagem de cordel, narrando parte da trajetória de minha vida, misturada ao universo dos personagens e a elementos narrativos presentes no livro “A Marreca de Rebeca”. O musical foi concebido como uma paródia de várias músicas tradicionais de roda de regiões diversificadas do Brasil, como “Passa, passa gavião” (MG), “Ciranda, Cirandinha” (RJ), “Ai bote aqui o seu pezinho” (RS), dentre outras.
Fiquei muito feliz com a homenagem, principalmente por estar sendo lembrado junto com 3 autores que admiro muito. Sylvia Orthof pela sua inventividade e espírito brincalhão. Câmara Cascudo pela qualidade dos seus escritos e riqueza de sua obra. Julio Verne, por todo o seu pioneirismo prospectivo e pelo universo mágico dos seus livros.
No próximo post vou incluir as sextilhas que fiz, dedicadas às crianças e ao Colégio Executivo nessa noite mágica de encontro com a literatura.
Em posts futuros, prometo também colocar alguns dos poemas feitos pelos alunos da 3ª série do Colégio Executivo, sob a forma de releitura da Marreca de Rebeca. Os poemas ficaram bem interessantes, vocês vão ver.
Escrito por José de Castro às 00h41
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CORDEL ON LINE
Estou participando de uma experiência interessante, que é a de fazer sextilhas.
A idéia foi da Clotilde Tavares, que inventou esse negócio e criou um site que nos desafia a produzir cordel com base numa determinada notícia. Até o momento, já existem 4 temas no ar, com diversos autores participando: a violência na França, uma enquete do PNUD sobre a situação do negro, um falso “Homem Aranha” lá de Franca-SP e um time de futebol americano da Universidade de Iowa, que tenta desmoralizar os adversários pintando o seu vestiário com a cor de rosa.
O site está bem interessante e qualquer pessoa poderá participar desse jogo lúdico. Bastar seguir o tema, respeitar o gênero e soltar a imaginação. Que tal visitar o site e, quem sabe, até arriscar uns versos de cordel?
www.cordelonline.com.br
Escrito por José de Castro às 00h04
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CULTURA: REVISTA PREÁ
O número 14, referente a setembro e outubro/2005, da revista de cultura PREÁ, editada pela Fundação José Augusto (Natal/RN) já está circulando. Traz como matéria de capa uma bela entrevista feita com Ariano Suassuna, na qual ele fala de teatro, literatura, política e influências literárias. A revista, além de poemas e contos de diversos autores potiguares, traz também um ensaio fotográfico sobre a riqueza do Parque das Dunas de Natal.
Vale a pena procurar essa revista e conferir todo o rico material que traz, numa diagramação bem transada e com uma qualidade gráfica invejável.
A revista é editada pelo jornalista Tácito Costa.
Contatos: revistaprea@rn.gov.br
Escrito por José de Castro às 19h00
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O QUE VOCÊ FARIA
SE TIVESSE O MUNDO EM SUAS MÃOS?
Essa é a pergunta básica
que o livro O MUNDO EM MINHAS MÃOS,
lançado por mim,
pela editora BAGAÇO, de Pernambuco
tenta responder, em linguagem poética.
O livro foi ilustrado por Miguel Peres e Auxiliadora Menezes.
Foi lançado em 2005, durante a última Bienal Nacional do Livro de Natal.
Uma das respostas:
"Se eu tivesse o mundo em minhas mãos,
faria tudo diferente:
no lugar da violência,
colocaria a paz,
e no lugar do ódio
cultivaria a paciência."
Escrito por José de Castro às 22h28
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O LIVRO E A LEITURA NO BRASIL
Em 1996, o Senador Artur da Távola, discursando em plenário sobre a questão do livro no Brasil, dizia o seguinte:
“O Brasil conta hoje com uma média de trezentos mil exemplares /ano publicados, um índice bastante razoável para o idioma português, em confronto com países como a Espanha e a Itália, alinhados ao chamado Primeiro Mundo. Do total de 300 mil exemplares publicados em 1995,. 42 mil são títulos novos – um volume de produção editorial significativo, a contrastar com a realidade de aquisição e recepção do usuário face a identificação de ser, ainda, baixa a taxa de leitura.
Estima-se no Brasil a existência de menos de 600 livrarias, número irrisório num país de dimensões continentais. E mesmo entre as livrarias existentes, algumas são, em realidade, pontos de venda de livro em associações com papelarias – não configuram um espaço “clássico” de livraria, num dimensionamento cultural do tipo “lócus” de encontro com a obra e o livreiro. Este, no exercício da tarefa de, com intimidade de manuseio, organização e catalogação de livro, deve ser capaz de apoiar o leitor na busca por obra literária do seu interesse, podendo tornar-se (certamente) uma pessoa-fonte para o usuário: um pesquisador, um ledor iniciante, um iniciante de pesquisa...”
Infelizmente, não me parece que o quadro tenha mudado muito nos últimos dez anos. Tenho observado algumas tentativas de políticas de instalação de bibliotecas escolares na rede estadual pública de ensino aqui no Rio Grande do Norte, o que é ainda algo muito tímido.
O Brasil como um todo ainda não é um país de leitores.
Escrito por José de Castro às 00h44
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