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MILAGRES – Parte I
Gosto muito de ler sobre os milagres de que são capazes os Santos. O nosso Mestre Jesus, fez muitos milagres que ficaram na memória de todos. Para citar apenas três: a ressurreição de Lázaro, a multiplicação dos pães e dos peixes e o caminhar sobre as águas.
O Apóstolo Paulo também operou diversos milagres, inclusive em sua encarnação como Santo Hilário. De acordo com estudos existentes, São Paulo hoje é um dos Mestres Ascensos da Grande Fraternidade Branca, conhecido como Hilarion, o Mestre do 5º Raio da Cura Verde-Esmeralda.
Na tradição oriental existem muitos relatos de curas milagrosas e de homens Santos que conseguiam estar em mais de um lugar ao mesmo tempo, de levitar e de realizar muitas outras proezas, como o grande místico Milarepa, que conseguia caminhar sobre as águas, entrar e sair do fogo sem se queimar, saltar de montanhas sem nenhum problema.
Paramahansa Yogananda, em seu livro “Autobiografia de um iogue” (SP: Summus, 1981), relata diversos casos de homens santos que conseguiam realizar curas, e inclusive tinham a capacidade de ler o futuro. Narrativa interessante é aquela do seu encontro com Ram Gopal, de Rammajpur, perto de Tarakéswar (Índia), o santo que nunca dormia, pois vivia em estado permanente de superconsciência.
Todos esses feitos inusitados nos deixam curiosos e, às vezes, até duvidosos acerca da sua veracidade. Mas eu particularmente acredito em milagres, como acredito em santos, anjos, arcanjos e nas forças elementares.
Nos dias de hoje, se formos pensar com cuidado e observar a nossa vida, perceberemos que estamos cercados pelo miraculoso. E nem nos damos conta disso. Vou dar alguns exemplos de milagres cotidianos que são bem complexos, mas que a eles atribuímos um caráter de banalidade e, por isso mesmo, nos passam desapercebidos.
Num próximo post. Aguardem. Enquanto isso, se você quiser me mandar algum relato de milagre acontecido com você, o espaço está aberto.
Escrito por José de Castro às 10h33
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PALESTRA E MESA REDONDA
COM BARTOLOMEU CAMPOS DE QUEIRÓS
Segunda-feira, dia 05/12, começará o evento O LIVRO E A LEITURA NO RN. Pela manhã, acontecerá uma palestra intitulada: “Ler, escrever e fazer conta de cabeça”, com o escritor BARTOLOMEU CAMPOS DE QUEIRÓS, a partir das 10 horas, no Auditório Luís da Câmara Cascudo, montado lá na Praça Pedro Velho (Praça Cívica).
À tarde, a partir das 14 horas, no mesmo auditório, estaremos eu e o escritor e contador de histórias Adriano Gomes juntos com o Bartolomeu Campos de Queirós numa mesa redonda que oportunizará a discussão da “Importância da Leitura no Contexto Escolar”.
Bartolomeu Campos de Queirós é um dos grandes nomes da literatura brasileira contemporânea. Sua obra tem sido discutida nacionalmente e tem sido tema de muitos trabalhos acadêmicos, teses de mestrado e doutorado na área da literatura. É um autor com vários prêmios, sendo o mais recente o Jabuti (no gênero infantil e no gênero juvenil, com os livros “Pé de sapo, sapato de pato” e “O olho de vidro do meu avô”).
Mesmo se não tivesse sido convidado para participar desta mesa redonda eu faria questão de estar lá, apenas para ouvir o Bartolomeu, pois admiro muito os escritos desse mineiro lá de Papagaio, que tem uma sensibilidade muito grande para compreender e expressar os sentimentos que navegam pela alma humana.
Escrito por José de Castro às 00h38
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A MAGIA DO VINIL
Ainda tenho alguns discos em vinil. E agora vou poder gravá-los em CD para ficar mais fácil de curti-los, pois a tecnologia dos “pick-ups” (toca-discos) está ficando bem rara. Ainda se encontra a agulha, mas com alguma dificuldade.
Fico olhando para o disco, o famoso “bolachão”, e sinto que a relação da gente com a música através dele é bem diferente daquela que a gente mantém por intermédio do CD. Tenho a impressão de que a música no disco de vinil tem um pouco mais de concretude, fica mais “palpável”. Vejo as faixas, vejo a agulha percorrendo os sulcos, altero a velocidade e tenho uma relação visual e táctil negada pela tecnologia CD.
Mas a gente tem que se render às novas tecnologias, até mesmo porque não se pode ter a mesma “mídia” para sempre. Os saltos tecnológicos são constantes e é necessária a atualização. Hoje é o CD e o DVD... Mas nada é definitivo. Nesse exato momento, em algum laboratório deve ter alguém inventando ou aperfeiçoando alguma parafernália nova na área do som.
Enquanto essa nova tecnologia ainda não surge, coloco um disco no prato do “pick-up”, desço a agulha e começo a passar as faixas para o computador. Depois vou transformar tudo em MP-3 e gravar em CD.
Fico olhando o caminho que a agulha percorre na superfície brilhosa do disco. Há um quê de magia inexplicável nessa tecnologia do vinil. Alguém concorda comigo?
Escrito por José de Castro às 20h14
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NO REINO DAS ESTRELAS
Uma a uma as estrelas foram se apagando. Restou apenas uma lua redonda e brilhante no céu. Para onde vão as estrelas que se apagam e onde caem as estrelas cadentes? Com estas inquietações, Giuliana ficou acordada até tarde, bem tarde. E ficou esperando que o dia amanhecesse. Mas a noite se estendeu pelo dia a fora. Aquele dia não amanheceu. E a lua começou a mudar de fase a cada período de três horas. Era um espetáculo inusitado e diferente. Giuliana ficou deitada na areia da praia, espiando, espiando e começou a se lembrar de uma história que sua avó costumava lhe contar à noite, para fazê-la dormir. A história era assim: “Num reino bem distante, existia uma princesa muito jovem e bonita, de cabelos de caracol e olhos de esmeralda... Certa noite... aliás, numa incerta noite, a princesa resolveu ficar na varanda do seu castelo contando estrelas... A última estrela que ela contasse seria o número de dias que ela levaria para se casar... Mas algo estranho começou a acontecer... Cada estrela que ela apontava, riscava o céu e caía...” Estas lembranças fizeram Giuliana erguer a mão e apontar para o vazio do céu. Uma estrela surgiu. Apontou para outro ponto e outra estrela apareceu. Apontou noutra direção e... mais uma estrela. Então, começou a pintar estrelas por todo o céu, fazendo surgir milhares de constelações brilhantes. Depois, num gesto largo, desenhou com ambas as mãos um imenso sol e o colocou bem acima de sua cabeça, no ponto mais alto do firmamento. O dia, finalmente, amanheceu.
Escrito por José de Castro às 19h49
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O REENCONTRO
Precisava desesperadamente de se lembrar da senha. Forçou a memória, e nada. Resolveu tentar algumas combinações aleatórias de letras e números. Nada. Tentou “buterfly”. Nada aconteceu. Mushroom, firefly, moonriver, sunrise. Nada, nada, nada e nada. Ele se lembrava que era uma palavra estrangeira. Mas será mesmo que era em inglês? E se fosse em francês? Só podia ser isso. Era uma palavra francesa, agora se lembrava. Mas, qual? Ah, sim, na verdade era o verso de um poema. “Les sanglot long du violon de l’automne blessent mon coeur dune langueur monotone”. Mas e se os versos estiverem errados, com a grafia errada? Aí se lembrou: não importa o verso. Tanto faz se está certo ou errado. Era isso. Bingo! A senha era “Verlaine”. Teclou nervosamente V-E-R-L-A-I-N-E. E o portal se abriu. Entrou num mundo de cores e sons indescritíveis. Agora, tudo o que precisava era encontrar Medusa. Ela devia estar à sua espera desde a última vez, há um mês atrás. Caso ainda estivesse viva. Arrepiou-se ao ter pensamento tão sinistro. Mas, geralmente é assim. A gente sempre tem que estar preparado para o pior. O cavalo e a armadura estavam intactos, no mesmo lugar em que havia deixado. Cingiu-se dos pés à cabeça, prendeu a túnica vermelha por sobre os ombros e saiu cavalgando mundo afora. A lembrança de Medusa marcava o ritmo alucinado dos cascos tinindo na pedra. À sua frente, apenas a esperança de um reencontro. Era o bastante.
Escrito por José de Castro às 22h02
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SILÊNCIO
Apenas o silêncio me fez entender tudo o que acontecia. Eu havia me cansado de pensar no assunto. E, ao me abandonar sem nenhum pensamento, a solução me apareceu cristalina. Fiquei boquiaberto. Muita gente já me havia falado sobre meditação. Mas eu insistia em ser cartesiano, em ficar revirando pensamentos e mais pensamentos, buscando soluções e mais soluções para tudo na vida. Com isso, vivia atacado de insônia. Cheguei até a comprar um livro para ver se dormia melhor. Mas, ao silenciar minha mente, ao sentir o verdadeiro vazio de tudo, fui preenchido pelo todo. Ah! então isso é a tal de superconsciência de que tanto já ouvira falar... As grandes soluções residem na simplicidade. Tudo o que é complicado não vale a pena... Foi o que pensei enquanto entrava, mais uma vez em alfa.
Escrito por José de Castro às 10h09
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MENSAGEM DE NATAL
Convido os leitores de Balaio Literário a produzirem alguma mensagem curta de Natal, para que eu possa publicar aqui. Precisamos de muitas reflexões nesse quase final de ano, de maneira que possamos encontrar as melhores saídas para o ano vindouro. Fica o convite. Estou aguardando as mensagens (pode ser em prosa ou em poesia, ou apenas uma frase).
Escrito por José de Castro às 09h37
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TARDE DE AUTÓGRAFOS NA A. S. LIVROS
Sábado passado, dia 26-11-05, estive autografando "A Marreca de Rebeca" na livraria A. S. Livros, para os alunos formandos de alfabetização da escola RISQUE E RABISQUE. Foi uma tarde gostosa, com as crianças declamando poemas, cantando e também autografando o livro que produziram como releitura dos poemas. O livro ficou bem interessante, demonstrando muita criatividade e já um bom começo de domínio da arte de fazer poesia. Apenas me ressenti um pouco de não ter havido uma oportunidade para conversar livremente com as crianças e com os pais sobre leitura e poesia. Eu falei e eles ouviram. Infelizmente não houve troca... Quem sabe, numa outra oportunidade? Fica a sugestão para as escolas que promoverem esse tipo de evento: oportunizem a interatividade, pois isso é importante para todos. E fica bem mais natural e descontraído.
PS: eu ainda não tenho o livro que eles produziram; assim que tiver, prometo colocar alguns poemas aqui para os leitores do Balaio Literário conferirem a produção daqueles autores de 5 e 6 anos de idade.
Escrito por José de Castro às 09h30
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Efêmero
Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é efêmera, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes. Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas, mesmo ainda em botão. Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranqüilas, vividas, se entregam ao vento. Mas a gente não sabe adivinhar. A gente não sabe por quanto tempo estará enfeitando esse Éden e tampouco aquelas flores que foram plantadas ao nosso redor. E descuidamos. Cuidamos pouco. De nós, dos outros. Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosos. Perdemos dias, às vezes anos. Nos calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio. Não damos o abraço que tanto nossa alma pede... porque algo em nós impede essa aproximação. Não damos um beijo carinhoso... "porque não estamos acostumados com isso" E não dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos. E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece, e continuamos os mesmos, fechados em nós. Reclamamos do que não temos, ou achamos que não temos suficiente. Cobramos. Dos outros. Da vida. De nós mesmos. Nos consumimos. Costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que possuem mais que a gente. E se experimentássemos comparar com aqueles que possuem menos? Isso faria uma grande diferença! E o tempo passa... Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa. Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos pra trás. E então nos perguntamos: e agora ? Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa... De dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos. Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso. Não olhe para trás. O que passou, passou. O que perdemos, perdemos. Olhe para frente! Ainda é tempo de apreciar as flores que estão inteiras ao nosso redor. Ainda é tempo de voltar-se para Deus e agradecer pela vida, que mesmo efêmera, ainda está em nós.
Pense!... Não o perca mais!...
(Autora: Karine)
Escrito por José de Castro às 09h22
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