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O que é isto?
Balaio Literário
 

AINDA O NATAL (NESTA VÉSPERA DE ANO NOVO)

A pequena árvore de Natal pisca, pisca multicoloridas luzes

e meu coração também se ilumina todo por dentro,

pleno de gratidão pelo Ano que está terminando,

por todas as vitórias alcançadas,

pelos amigos que vieram até aqui ao Balaio Literário

deixar o seu carinho de leitores solidários.

Sinto gratidão pela VIDA, pela oportunidade de servir ao próximo,

de poder ajudar no plantio da ESPERANÇA

e ajudar a acender as lanternas da FÉ.

Que o 2006 nosso, do nosso Brasil e do nosso Planeta

possa trazer muitas transformações duradouras,

principalmente da JUSTIÇA, da VERDADE, da PAZ e do AMOR em cada coração.

Que possamos todos ser a "LUZ DO CORAÇÃO,

que tudo transforma no tesouro dourado da mente do Cristo", como diria

Saint Germain, hierarca da Era de Aquário.

Que a PAZ do CRISTO possa habitar-nos inteiramente,

hoje e sempre.

Um abraço fraterno de LUZ.

 



 Escrito por José de Castro às 21h29 [] [envie esta mensagem]



MENSAGEM QUE VEIO DO JAPÃO

Que lindo ler este poema (Receita de Ano Novo, de Carlos Drummond de Andrade),  às 3 e 20 da manhã do dia 31 de dezembro, em Fukuoka, no Japão, no escurinho (para não acordar K.) da sala, comendo chocolates e pensando que aí em Natal deve estar quentinho e todo mundo se preparando para o reveillon! Obrigada, Castro, por fazer a vida mais bela, mesmo virtualmente! Yoi otoshi wo omukai kudasai (= o que se diz em japonês antes do Ano Novo, ou Boas Entradas!)

Beijos, Mary Lou.



 Escrito por José de Castro às 21h19 [] [envie esta mensagem]



Receita de Ano Novo 
 

(Carlos Drummond de Andrade)

 

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
 

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.




 Escrito por José de Castro às 15h28 [] [envie esta mensagem]



NATAL, SEMPRE NATAL

 

A vantagem de se morar nesta capital aqui do nordeste é que o Natal não se acaba depois do dia 25. Vai se estendendo pelo ano todo. Aqui, sempre é Natal durante os 365 dias do ano. E, na verdade, esse deveria ser o espírito do Natal: a presença constante da criança crística dentro do nosso coração, ajustando-nos sempre às circunstâncias da vida. Pouco adianta sermos fraternos apenas durante os recessos natalinos e depois voltarmos à barbárie e a cultivar a secura e a intolerância no coração.

 

O mundo de hoje - e também o nosso Brasil -  está pedindo atitudes permanentes de equilíbrio, harmonização e de busca para os problemas sociais. Particularmente, em nosso país, será necessário muito discernimento durante o ano vindouro, devido às escolhas políticas que precisaremos fazer. Há muito desencanto no ar e muita decepção. Será preciso grande esforço para se reacender a estrela da esperança no peito e analisar cuidadosamente cada opção que surgir. Mais que nunca, olhos atentos para se separar o “joio do trigo”, aliás, como sempre. O risco existente na política são as “falsas alquimias” e as transformações subseqüentes à vitória colhida na urna. Muitos dos “eleitos” costumam se servir de doses exageradas  do “elixir de camaleão” e mudam de atitudes e até mesmo de posição. O mais comum é o descumprimento de promessas, o esquecimento completo das plataformas que os elegeram. O pior são as alianças espúrias que garantem apenas o poder pelo poder. O poder precisa ser requalificado e redimensionado. É preciso que se dê um novo sentido ao seu exercício, de maneira a se preservar a dignidade e ética.

 

Novos tempos precisam ser desenhados sob a égide do espírito natalino permanente. Aquele espírito que norteia as escolhas, as opções e os caminhos que se pretende seguir. A visão crística deve ser penetrante e fazer a varredura do terreno, eliminando as escolhas equivocadas e dotando os seres desse discernimento que os torna senhores do seu destino. E que nos torna dignos de um Natal que vai se estendendo ano à fora, com a fraternidade, a irmandade e a paz caminhando lado a lado com a justiça, com a verdade e com amor, fazendo brilhar no peito a estrela da dignidade humana, a reluzente estrela de Belém. 

 



 Escrito por José de Castro às 10h31 [] [envie esta mensagem]




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